Lula substitui Nísia por Alexandre Padilha na Saúde e inicia a reforma ministerial

Lula e Nísia Trindade. Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demitiu, nesta terça-feira (25), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, após uma reunião no Palácio do Planalto. A decisão já era esperada nos bastidores e faz parte do início da reforma ministerial do governo. Para seu lugar, ele nomeou Alexandre Padilha, que deixa a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para reassumir a pasta que já comandou no governo Dilma Rousseff (PT), entre 2011 e 2014.

O Ministério da Saúde é visto pelo Planalto como um setor estratégico para implementar políticas públicas de grande impacto, como o programa Mais Acesso a Especialistas, que visa reduzir filas e ampliar consultas especializadas em diversas áreas médicas. A expectativa é que, sob o comando de Padilha, essa iniciativa se torne uma marca da gestão.

Nos últimos meses, Nísia Trindade enfrentou críticas dentro do governo e do Congresso. Parlamentares do Centrão reclamavam do controle da execução orçamentária da pasta, que detém uma das maiores verbas federais e concentra um alto volume de emendas parlamentares.

Nísia Trindade. Foto: Divulgação

Em 2024, a ex-ministra chegou a se emocionar e sair de uma reunião ministerial após Lula cobrar uma postura mais firme. O presidente, posteriormente, tentou minimizar o episódio, elogiando sua atuação técnica e dedicação à Saúde.

A saída da agora ex-ministra também está inserida no contexto da reforma ministerial articulada por Lula para garantir governabilidade e apoio no Congresso. O petista tem sido pressionado por partidos aliados para redistribuir ministérios e acomodar novas forças políticas na Esplanada.

A pasta era alvo de interesse do Centrão, especialmente do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). No entanto, Lula decidiu manter a pasta sob comando do PT, assim como o Ministério da Educação, considerado outra área estratégica do governo.

Além da troca na Saúde, Lula deve realizar novas mudanças no primeiro escalão nos próximos dias, começando por ministros da chamada “cota pessoal” do presidente. A expectativa é de que o movimento fortaleça a base governista e garanta maior estabilidade política nos próximos anos, especialmente com a proximidade das eleições de 2026.

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