PGR pede arquivamento de inquérito contra Ibaneis Rocha pelos atos golpistas de 8/1

governador Ibaneis Rocha (MDB) de óculos, com camisa social clara, olhando para o lado com expressão desconfiada
O governador do DF Ibaneis Rocha (MDB) – Divulgação

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do inquérito que investigava o envolvimento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), na trama golpista de 8 de janeiro de 2023. A Polícia Federal (PF) concluiu que não há elementos que comprovem a participação do governador nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Segundo Gonet, após a conclusão da investigação sobre a atuação de integrantes do Governo do Distrito Federal na invasão e depredação dos prédios públicos, a PF determinou que não há indícios de participação de Ibaneis no episódio. O parecer da PGR indica que, diante dessa conclusão, o caso será arquivado, já que não há elementos para apresentar denúncia contra o governador.

A decisão final cabe ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, mas a posição do Ministério Público Federal praticamente define o desfecho do processo para Ibaneis.

Diferentemente do governador, outros alvos do inquérito foram denunciados por omissão e conivência criminosa nos atos de 8 de janeiro. Entre eles estão o ex-secretário de Segurança Pública do DF e ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, o ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança, Fernando Oliveira, e o ex-comandante-geral da Polícia Militar do DF, coronel Fábio Augusto Vieira. Os três serão julgados pelos ministros da 1ª Turma do STF.

Ibaneis Rocha chegou a ser afastado do cargo por 64 dias por determinação de Alexandre de Moraes, medida confirmada pelo STF. Durante a investigação, ele também foi alvo de mandados de busca e apreensão e teve os sigilos telefônico e telemático quebrados.

Manifestantes em 8 de janeiro de 2023
Ato golpista de 8 de janeiro de 2023 – Reprodução/Agência Brasil

Relatório da PF reforça defesa de Ibaneis Rocha

Conforme o parecer da PGR, Ibaneis Rocha colaborou com as investigações, apresentando-se voluntariamente à sede da Polícia Federal e entregando seus celulares para análise. A perícia realizada nos dispositivos revelou um histórico detalhado de sua atuação antes e durante os ataques, incluindo ofícios repudiando os atos e solicitando reforço da Força Nacional para conter os manifestantes.

A PF concluiu que não houve qualquer tentativa do governador de alterar planos de segurança, desautorizar ordens superiores ou dificultar a repressão aos atos de vandalismo. Também não foram encontrados indícios de que dados tenham sido apagados dos aparelhos de Ibaneis Rocha.

Ibaneis Rocha reafirma sua postura durante os ataques

Em depoimento à Polícia Federal, Ibaneis relatou que foi informado de que a manifestação seria pacífica e que, ao perceber pela televisão que a situação fugia do controle, determinou a prisão de manifestantes e reforço na segurança. O governador destacou que pediu apoio do Exército e de outras forças de segurança e que se surpreendeu com a falta de resistência da Polícia Militar para conter os invasores.

Ao final do depoimento, Ibaneis afirmou que, diante da quebra de confiança, exonerou Anderson Torres, que estava no exterior no dia dos ataques. O governador ainda sugeriu que a situação pode ter sido resultado de atos de sabotagem dentro das forças de segurança.

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