Após outra cabeça de porco ser achada em estádio, torcedor do Corinthians é proibido de ir a jogos

O torcedor corintiano Osni Fernando Luiz, mais conhecido como “Cicatriz”, foi proibido pela Justiça de São Paulo de frequentar os jogos do Corinthians. A medida ocorreu depois que outra cabeça de porco foi encontrada no estádio do Palmeiras, no início de fevereiro, e o rapaz foi apontado como o responsável.

Osni foi parar na delegacia pela primeira vez em novembro do ano passado, quando uma cabeça de porco foi arremessada no gramado a Neo Química Arena, durante um jogo entre Corinthians e Palmeiras. Na época, ele postou imagens nas redes sociais no momento em que comprava o item no Mercado Municipal de São Paulo.

Na época, ao ser ouvido na Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), o rapaz admitiu que levou a cabeça de porco ao estádio, mas negou que tenha sido ele quem a arremessou no gramado. Ele garantiu que não queria ofender ninguém, que aquela se tratava apenas de uma “provocação sadia” contra os palmeirenses e pediu desculpas.

Apesar disso, Osni foi multado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) por ter levado a cabeça de porco ao estádio.

LEIA TAMBÉM:

  • “Quero pedir perdão”: Corintiano que comprou cabeça de porco lançada em estádio diz que se tratava de ‘provocação sadia’
  • Cabeça de porco jogada no campo durante Corinthians x Palmeiras foi comprada no Mercadão de SP
  • Saiba o que pode acontecer com os torcedores que jogaram uma cabeça de porco no gramado durante Corinthians x Palmeiras

No último dia 6 de fevereiro, a situação voltou a ocorrer. Uma cabeça de porco foi deixada em frente ao Allianz Parque e foi achada pouco antes do clássico entre Palmeiras e Corinthians, pelo Campeonato Paulista.

Osni foi apontado como o autor da nova provocação e acabou sendo detido no último dia 24. Ele foi liberado após prestar depoimento, mas acabou sendo condenado pelo juiz José Fernando Steimberg, do Foro Criminal da Barra Funda, e agora não pode mais frequentar os jogos do Corinthians.

Segundo a decisão, o rapaz terá que se apresentar a um Batalhão da Polícia Militar duas horas antes das partidas e só será liberado 15 minutos após o fim. Se não cumprir a medida, poderá ser preso.

Além disso, a sentença judicial ainda determinou a exclusão de seus perfis nas redes sociais e a apreensão de sua motocicleta, como forma de prevenir novos atos criminosos.

Na quarta-feira (26), quando o Corinthians jogou na Neo Química Arena contra a Universidad Central, da Venezuela, pela Libertadores, o torcedor se apresentou e permaneceu em um Batalhão da PM.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Osni. Mas, em entrevista ao G1, o advogado Damilton Oliveira disse que seu cliente vai cumprir as determinações da Justiça e, em um momento oportuno, vai recorrer da decisão.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.