Menino de 3 anos que presenciou execução do pai acredita que ele vai voltar: “Acha que foi ao médico”

A família do eletricista Vitor Henrique Pelicer, de 33 anos, que foi executado a tiros em uma rua de Birigui, no interior de São Paulo, está desolada com a perda. O homem estava de mão dadas com o filho de 3 anos quando foi baleado por uma dupla em uma motocicleta e não resistiu. O garoto ainda não sabe que o pai morreu e acredita que ele vai voltar.

“Ele acha que o pai dele foi ao médico e que vai voltar. Ele está esperando o pai dele”, desabafou a sogra da vítima, Neusa Bispo de Oliveira Rodrigues.

O crime ocorreu na manhã da última terça-feira (25) na Rua Sebastião Custódio, no bairro Simões. Imagens de câmeras de segurança mostram o eletricista caminhando de mãos dadas com o filho, voltando para casa, quando a dupla na motocicleta se aproxima e atira. Logo, a vítima cai no chão e os suspeitos fogem (assista abaixo).

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Vitor, que foi ferido por pelo menos sete tiros, chegou a ser socorrido e levado ao Pronto-Socorro Municipal de Birigui, mas não resistiu. A criança não foi atingida pelos disparos.

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Irmãos presos

O caso passou a ser investigado e logo a Polícia Civil chegou até a identidade dos suspeitos do crime, que são irmãos. O primeiro foi encontrado em Birigui e não resistiu. Já o outro estava em um condomínio de ranchos em Araçatuba, também no interior paulista, onde guardava a motocicleta usada no crime.

Na delegacia, os irmãos negaram qualquer envolvimento com a morte do eletricista. Porém, testemunhas relataram que um dos irmãos tinha uma desavença antiga com Vitor por conta de descarte de lixo em uma caçamba e, inclusive, movia uma ação judicial contra a vítima. O eletricista, inclusive, já tinha dado um soco e provocado lesões em um dos rapazes.

Os dois suspeitos passaram por audiência de custódia, quando tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventivas.

A defesa dos irmãos não foi encontrada para comentar o assunto até a publicação desta reportagem. Ao G1, o advogado destacou que eles negam a autoria do homicídio.

“Eles negam veementemente e falam ‘porque eu teria motivo para matar uma pessoa que estou para ganhar a ação na Justiça de lesão corporal grave?’. Estão sem entender. Dizem que não tem nada com o fato”, disse.

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