Ex-ministro da Defesa foi alertado sobre submissão a Bolsonaro; entenda

Jair Bolsonaro e Paulo Sérgio: ex-ministro da Defesa também foi alertado sobre sua submissão a Bolsonaro. Foto: Reprodução

O tenente-coronel Mauro Cid não foi o único militar a receber alertas do Exército sobre sua proximidade excessiva com Jair Bolsonaro (PL). Segundo integrantes da cúpula das Forças Armadas, o general Paulo Sérgio Nogueira também foi advertido por colegas por demonstrar uma postura “muito subserviente” ao então presidente após assumir o Ministério da Defesa em 2022, conforme informações da colunista Bela Megale, do Globo.

Durante sua gestão, Paulo Sérgio adotou uma postura combativa em relação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), insistindo na necessidade de envolvimento dos militares na auditoria das urnas. Oficiais do Alto Comando avaliaram que ele estava “exagerando no tom” dos ofícios encaminhados quase semanalmente ao TSE, à época presidido pelo ministro Edson Fachin.

Dentro da caserna, a atuação do general foi comparada à de Walter Braga Netto, seu antecessor na pasta e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022. Atualmente, os dois estão entre os denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso que investiga a tentativa de golpe de Estado.

Comandante deixa Exército na 5ª feira para assumir Defesa
Paulo Sérgio Nogueira: o general foi advertido por colegas por demonstrar uma postura “muito subserviente” ao ex-presidente. Foto: Reprodução

A delação premiada de Mauro Cid, tornada pública na última semana, reforçou na cúpula militar a percepção de que Paulo Sérgio “foi cooptado” por Bolsonaro. O ex-ajudante de ordens revelou que o então presidente pressionou o ministro da Defesa a elaborar um relatório que apontasse fraude nas urnas após sua derrota para Lula (PT).

Segundo Cid, mesmo sabendo que a auditoria não encontrou nenhuma irregularidade, houve uma “construção” textual entre ele e Paulo Sérgio para sugerir que o sistema de votação não era auditável, estratégia que já foi desmentida pelo TSE.

Antes de integrar o governo Bolsonaro, Paulo Sérgio era visto como um militar de perfil técnico e conciliador, que priorizava o diálogo e evitava atritos dentro das Forças Armadas. Desde que passou a ser investigado por seu papel na tentativa de golpe, ele se afastou completamente da vida pública, evitando até mesmo eventos militares

Conheça as redes sociais do DCM:

⚪Facebook: https://www.facebook.com/diariodocentrodomundo

🟣Threads: https://www.threads.net/@dcm_on_line

Adicionar aos favoritos o Link permanente.