‘Veremos novas DeepSeeks sendo anunciadas ao longo do ano’, diz diretor da Nvidia

Novas empresas de porte similar à DeepSeek devem começar a surgir no decorrer de 2025. O surgimento da IA chinesa mostra que companhias com um volume de dados processados inferior às big techs tem capacidade de desenvolver algo novo com base em tecnologia já consolidada no mercado, disse o diretor da divisão Enterprise da Nvidia para América Latina, Marcio Aguiar, em entrevista ao InfoMoney.

“Veremos outras ‘DeepSeeks’ sendo anunciadas ao longo do ano”, disse o executivo, segundo quem a explosão do modelo de inteligência artificial propagado em janeiro deste ano não teve os impactos receados por parte do mercado sobre os resultados da Nvidia (NVDC34).

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Desenvolvida com base em computadores da Nvidia adaptados ao mercado chinês — a empresa é proibida de embarcar seus produtos de ponta para mercados globais ao país asiático devido a embargos –, o DeepSeek mostrou ser capaz de atingir resultados semelhantes ou superiores às big techs americanas com um custo de treinamento divulgado bem inferior.

O motivo para isso, explica Aguiar, é que os modelos neurais para inteligência artificial já disponíveis no mercado permitiram aos desenvolvedores do DeepSeek encontrar atalhos no treinamento do seu próprio modelo. “Isso barateia o custo do tempo de processamento. Será a tendência, nós já esperávamos”, diz. Além da China, companhias com propostas similares podem surgir em mercados como os Estados Unidos.

A receita da Nvidia no trimestre finalizado em 31 de janeiro foi de US$ 39,3 bilhões, com crescimento de 78% na comparação anual, com lucro líquido de US$ 28,7 bilhões. O resultado no ano foi uma receita de US$ 130,4 bilhões, aumento de 114% em relação a 2023. Um crescimento de três dígitos e esperado também para este ano, conta Aguiar.

Parte do receio do mercado é de que as descobertas propagadas pelo DeepSeek poderia impactar as vendas da linha de chips mais avançada da Nvidia, a Blackwell. São processadores vendidos majoritariamente para equipar data centers de gigantes da tecnologia, como Google (GOGL34), Amazon (AMZO34) e Meta (M1TA34).

“Esse resultado de do quarto trimestre já dá uma ideia do crescimento que teremos nos próximos trimestres. Temos uma demanda de pedidos dos nossos parceiros e clientes provedores de cloud ao longo dos próximos seis trimestres”, conta.

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