JPMorgan rebaixa ações de Banco do Brasil e BTG e projeta um ano “ainda desafiador”

Caixa eletrônico, Banco do Brasil, Empréstimo, Crédito Consignado

Após passarem uma semana visitando a alta gerência de bancos, players digitais e reguladores no Brasil, os analistas do JPMorgan revisaram as suas visões para o setor financeiro, ficando um pouco mais pessimistas em relação às tendências do setor e vendo um potencial de alta limitado para os bancos e ainda um ano desafiador.

Com isso, os analistas decidiram embolsar lucros e rebaixaram as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e de BTG Pactual (BPAC11) de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para neutro.

“Não estamos mudando nossas estimativas de curto prazo, nem nossos preços-alvo para dezembro de 2025. Mas, após uma alta de cerca de 30-38% no acumulado do ano em dólar versus o EWZ (ETF, ou fundo de índice, que segue o Ibovespa) com alta de cerca de 15%, vemos esses nomes oferecendo um potencial de alta de cerca de 12-18%”, avalia o banco americano.

Das reuniões em si, a maioria dos players permanece cautelosa quanto ao crescimento e espera uma deterioração da qualidade dos ativos para o setor, com preocupação particular com PMEs (pequenas e médias empresas) e clientes de baixa renda, o que pode ser um potencial obstáculo para o Nubank (BDR: ROXO34).

“É importante ressaltar que os players ainda não estão vendo uma piora material em seus próprios portfólios. Sobre o crédito consignado privado, também um tópico recorrente, nenhum dos participantes estava oferecendo o produto até a semana passada, e as reclamações estavam principalmente centradas em problemas operacionais e clareza jurídica entre processos específicos (por exemplo, garantias, liquidação de contratos existentes, etc.). Notamos que essa abordagem mudou nos últimos dias com BBAS, Itaú (ITUB4) e Banco Pan (BPAN4) oferecendo o produto. O Nubank parecia otimista em relação ao México e o PIX Finance eventualmente retomou o crescimento”, avalia o JPMorgan.

Sobre as mudanças de recomendação, o JPMorgan avalia o BB como uma boa história de longo prazo e com um bom carregamento, mas as ações devem ter um melhor desempenho em direção ao final do ano, avalia.

“Estamos rebaixando a ação da empresa para neutro devido ao potencial de alta limitado após um rali no acumulado do ano de cerca de 30% em dólar”, avalia. Embora os analistas vejam os múltiplos como descontados, não veem espaço para mais revisão de lucro por ação ou redução de custo de capital próprio neste momento. “A falta de um catalisador de curto prazo + retorno total limitado de 18% daqui impulsiona nosso rebaixamento”, aponta o banco, que não mudou seu preço-alvo de R$ 31 para a ação.

A visão de avanço limitado para o BTG também levou ao rebaixamento, com um potencial de alta de 9% mais rendimentos de 3% em relação ao preço-alvo de R$ 38. “Semelhante ao BBAS3, não estamos mudando nosso lucro por ação nem nossa meta de preço, embora observemos um início suave do ano para alguns KPIs (indicadores de qualidade) do setor”, aponta a equipe de análise.

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