Neto de ditador, Paulo Figueiredo “ensina” Musk a confiscar bens de Moraes nos EUA

O bolsonarista Paulo Figueiredo, neto de ditador, e o bilionário Elon Musk. Foto: Reprodução

O bolsonarista Paulo Figueiredo sugeriu que Elon Musk, bilionário dono do X (ex-Twitter) e membro do governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, utilizasse o sistema financeiro para atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é neto do ditador João Figueiredo, último presidente do regime militar.

A ideia foi compartilhada no X após Musk sugerir confiscar bens de Moraes nos Estados Unidos. Ele, que é Secretário de Eficiência Governamental do governo Trump, questionou se o magistrado “possui propriedades nos EUA”.

Em resposta, Figueiredo disse que o ministro “não precisa” ter bens nos Estados Unidos e que basta incluir seu nome na “SND list”, lista de pessoas e entidades com restrições no Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

“Todas as instituições financeiras imediatamente fecham suas contas bancárias, incluindo as do Brasil, para que não sejam sujeitas a sanções secundárias. O presidente Trump pode fazer isso a qualquer momento, a seu critério, por meio da Lei Magnitsky”, escreveu.

A lei citada por Figueiredo prevê o congelamento de todos os ativos que a pessoa possua nos Estados Unidos ou em instituições financeiras que tenham contato com o sistema bancário americano. Musk respondeu somente com a palavra “interessante”.

A publicação foi feita no perfil @realpfigueiredo, bloqueado pela Justiça no Brasil e ativo nos Estados Unidos. A conversa foi compartilhada em sua conta que está liberada no país, a @pfigueiredo08.

A iniciativa contra Moraes ocorre após o ministro bloquear o X no Brasil em 2024 e em meio a uma ofensiva do bilionário contra o magistrado nos Estados Unidos. O Congresso americano deve votar nesta quarta (26) uma lei que permite a adoção de sanções contra pessoas que promovam censura contra empresas e pessoas do país.

O Congresso, que tem maioria republicana, deve aprovar o projeto e o principal foco dele é o ministro brasileiro, que vem sendo chamado de “operador da censura” por aliados de Trump.

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