WEG (WEGE3) cai mais de 7% (de novo) após balanço não animar: oportunidade de compra?

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Por mais um trimestre, as ações da WEG (WEGE3) caem forte após a divulgação dos resultados, desta vez do quarto trimestre de 2024 (4T24). Às 11h17 (horário de Brasília), os ativos caíam 7,19%, a R$ 48,68.

A fabricante de motores elétricos registrou lucro líquido de R$ 1,69 bilhão, queda de 2,9% sobre o desempenho de um ano antes, apesar de um avanço de quase 30% na receita do período.

A companhia apurou um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 2,39 bilhões para o período de outubro ao final de dezembro, expansão de 30,5%. Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$ 1,6 bilhão com Ebitda de R$2,38 bilhões para a WEG no período, de acordo com dados da Lseg.

O Itaú BBA ressaltou os dados como um pouco negativos, com a margem Ebitda ligeiramente abaixo das expectativas (22,1% versus estimativas de 22,6% — deveria ter sido 22,4%, se excluído um ajuste contábil relacionado à aquisição da Regal, mas ainda marginalmente abaixo do consenso de mercado).

Antes da abertura do mercado, a equipe de análise do banco apontou que, no geral, o mercado deveria reagir negativamente a esse resultado, apontando ser “um resultado pouco excitante para uma história excitante”.

“Como gostamos de pensar, as ações da WEG se movem de acordo com as inflexões nas expectativas de crescimento e lucratividade e, embora vejamos risco de alta para nossos números vindo do crescimento maior do que o esperado (principalmente em GTD, ou Geração, Transmissão e Distribuição), acreditamos que o mercado se concentrará na decepção da lucratividade (que atribuímos em grande parte ao mix, já que GTD tem margens menores)”, avalia o BBA.

Dito isso, o BBA aponta gostar das ações e vê uma potencial liquidação como uma oportunidade de compra.

O JPMorgan ressalta o Ebitda em linha com o consenso, já que a forte alta de cerca de 26% do Ebitda foi compensada por uma margem Ebitda mais fraca.

Entre os principais pontos positivos, o JPMorgan ressalta: i) crescimento da receita líquida acelerando novamente, para +26% ano a ano (nível mais forte desde o 3T22), com receitas internacionais subindo 43%, ou +21% em termos de dólares americanos; ii) O GTD no exterior continua forte, +66%, atingindo R$ 2,4 bilhões; e iii) a taxa efetiva de imposto foi de 19,6% versus a estimativa do banco de 20,3%.

Entre os principais pontos negativos: i) as margens caíram no trimestre, com margem bruta de 33,4 pp (pontos percentuais), -1,0 pp no ​​trimestre e Ebitda de -0,5 pp no ​​trimestre para 22,1%, impactado pelo mix de produtos e alocação de preço de compra da Marathon, Rotor e Cemp – o que parece um evento único, na visão do banco; e ii) mais uma vez, o SG&A cresceu acima da linha superior em +35% na base anual.

O Goldman Sachs segue com classificação de Venda na WEG, pois vê uma combinação de crescimento abaixo da média histórica no lucro líquido para os próximos anos com múltiplo de preço sobre lucro (P/L) acima da média histórica para 2025 em 30 vezes.

“Com base em nossas interações recentes com clientes, acreditamos que o foco do mercado era precificar na melhoria das margens trimestre a trimestre, devido à forte demanda por transformadores na América do Norte e à depreciação do real anual e trimestralmente”, avalia, também ressaltando que o resultado de hoje poderia ser recebido negativamente pelo mercado.

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