Seguro para celular: como – e quanto custa – proteger o aparelho nas festas e blocos

Cortejo do bloco Mulheres Rodadas, no centro do Rio de Janeiro (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Levar o celular para os blocos de rua e festas de Carnaval já é hábito consolidado entre os foliões. Uma pesquisa do Mercado Pago realizada entre janeiro e fevereiro de 2025 com mais de 3.100 pessoas em todo o Brasil aponta que 78% dos entrevistados pretendem carregar o aparelho durante a folia, seja para registrar momentos, manter contato com amigos ou realizar pagamentos. O índice é maior do que o apurado pela pesquisa no ano passado, quando 60% dos entrevistados costumavam levar o celular para os bloquinhos.

Mas, com a diversão, também vem o risco: roubos e furtos costumam aumentar nessa época do ano, especialmente onde há aglomeração de pessoas celebrando a data, tornando o seguro para celular uma ferramenta de proteção atrativa.

De acordo com a corretora de seguros Globus, a busca pelo seguro para celulares deve crescer cerca de 18% nesse período, impulsionada pela preocupação dos consumidores com os aparelhos. “Estimamos um crescimento ainda maior este ano, tendo em vista os custos crescentes de reparos e substituições, tornando a perspectiva de cobertura mais atraente”, explica Bruno Motta, sócio da corretora.

O que o seguro cobre e o que não cobre?

O seguro para celular geralmente cobre roubos, furtos qualificados e danos acidentais, como quedas e contato com líquidos. Algumas apólices (contrato de seguro) também oferecem proteção contra fraudes financeiras em transações eletrônicas (o ‘seguro Pix’). Dependendo da seguradora, as coberturas podem ser contratadas em um só pacote ou de forma individual.

E qual é a carência deste tipo de seguro? Ou seja, a antecedência indicada para contratar o seguro sem ficar desemparado no Carnaval pode variar conforme a seguradora, mas costuma ser rápido – em torno de 24h.

No entanto, antes de fechar a compra do seu seguro, é importante conhecer as exclusões das apólices, ou seja, as situações que não são cobertas. Furtos simples, como quando o celular é levado de um bolso ou mesa sem que a vítima perceba, não costumam estar cobertos. Também não há indenização para danos causados por mau uso. “Não estão cobertos os casos de furto se você entregar, em confiança, seu aparelho para uma pessoa, e esta furtá-lo”, acrescenta Luiz Carlos Pires, superintendente de digital, produtos e customer experience da seguradora Assurant.

Como acionar o seguro?

Além do seguro, alguns cuidados podem reduzir os riscos de ficar sem o celular na folia. Especialistas recomendam carregar o aparelho em pochetes ou doleiras antifurto, ativar biometria e autenticação em dois fatores e evitar desbloqueá-lo no meio da multidão. Caso ocorra um sinistro (ocorrência do risco previsto no contrato) de roubo ou furto, a primeira providência é registrar um boletim de ocorrência e acionar a seguradora.

Existem basicamente três tipos de indenização dos aparelhos em casos de sinistro coberto:

  1. Os que são resolvidos por meio de reparo e substituição de peças em casos de quebra acidental;
  2. Substituição do aparelho por outro igual ou similar em caso de roubo, furto qualificado ou perda total;
  3. Reembolso do valor do aparelho.

Quanto custa?

Os custos dos seguros variam de acordo com a seguradora, além de fatores como a cobertura contratada e o modelo do celular. Na Kakau Seguros, por exemplo, há planos a partir de R$ 7,30 por mês, enquanto a Assurant estima que o custo fique entre 3% e 20% do valor do aparelho.

Com preços acessíveis, a proteção pode pesar menos ao bolso do que o valor que os foliões pretendem desembolsar no período. Segundo a pesquisa do Mercado Pago, 69% dos brasileiros devem gastar, em média, R$ 200 por dia em blocos de rua ou festas de Carnaval em 2025.

“Em muitos casos, a mensalidade pode ser menor do que o custo de um acessório para o celular, oferecendo uma excelente relação custo-benefício para quem quer curtir com tranquilidade”, destaca Henrique Volpi, CEO da Kakau Seguros.

Veja abaixo 8 dicas essenciais de segurança para o folião não ter sinistro com o celular no Carnaval:

  1. Evite levar o celular no bolso traseiro ou em locais de fácil acesso;
  2. Use biometria e/ou autenticação de dois fatores;
  3. Use pochetes, doleiras ou suportes antifurto para carregar o aparelho.
  4. Prefira desbloquear o celular apenas em locais seguros, fora da multidão e evite o uso excessivo no meio da multidão;
  5. Ative rastreamento e bloqueio remoto para aumentar as chances de recuperação em caso de perda ou roubo;
  6. Quando estiver de carro, evite falar ao celular com a janela aberta;
  7. Antes de sair para os desfiles, deixe anotado em casa o IMEI do celular, pois ele também pode facilitar o bloqueio do aparelho.
  8. Se o seu aparelho é segurado, entre em contato com a seguradora, que dependendo do caso pode fazer o bloqueio do aparelho assim que acionada.

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