Pix por aproximação começa a valer nesta sexta (28): o que muda?

Simulação de pagamento via Pix por aproximação. Foto: reprodução

A partir desta quarta-feira (28), os brasileiros ganham uma nova funcionalidade no Pix, sistema de pagamentos instantâneos: o Pix por aproximação. A novidade, que já vinha sendo testada desde novembro em modo piloto, promete tornar as transações mais rápidas, seguras e convenientes, tanto no comércio físico quanto no online. A iniciativa é parte de uma agenda de melhorias do Banco Central (BC) para o Pix, lançado em 2020 e que rapidamente se tornou um dos meios de pagamento mais populares do país.

No comércio físico, o Pix por aproximação permite que os usuários realizem pagamentos apenas encostando o celular com tecnologia NFC (Near Field Communication) nas maquininhas de cartão, sem a necessidade de abrir o aplicativo do banco ou ler códigos QR. A funcionalidade, inicialmente disponível apenas para dispositivos Android, funciona de forma semelhante ao pagamento por cartão de débito ou crédito com aproximação.

Já no ambiente online, a novidade elimina a necessidade de copiar e colar códigos Pix, uma prática que, embora tenha sido amplamente adotada, não era considerada ideal pelo Fórum Pix, espaço do BC dedicado a discutir melhorias no sistema.

Com o Pix por aproximação, os usuários poderão vincular suas contas bancárias a carteiras digitais (wallets) e realizar pagamentos diretamente no site do e-commerce, sem precisar sair da plataforma.

“Para fazer pagamentos com Pix por aproximação no modelo da carteira digital, você deve vincular uma conta a ser debitada, não uma chave Pix. Você pode vincular mais de uma conta a uma carteira digital para utilizar o Pix por aproximação, não havendo limite de contas que podem ser vinculadas”, explicou o Banco Central.

Para os consumidores, o Pix por aproximação promete reduzir a chamada “fricção” no processo de pagamento, tornando a experiência mais fluida e segura.

Leitura de QR Code deve ser substituída pagamento por aproximação. Foto: reprodução

“O grande objetivo do Pix por aproximação é impulsionar a adesão do Pix na compra do online. No mundo físico, melhorar a experiência de pagamento usando o celular, para que não seja mais preciso abrir aplicativo de banco e ler código QR code, ou ficar sem comprar algo no Pix porque o app está fora do ar”, resumiu Murilo Rabusky, diretor de Negócios da Lina Open X.

Já para os comerciantes, a nova funcionalidade traz a promessa de maior conversão de vendas, especialmente no e-commerce. “A iniciação de pagamentos teve pouca aderência do varejo até agora porque não facilitava a vida do cliente como se esperava. A conversão da compra no carrinho ainda era impactada pela necessidade de muitos cliques. Agora, há uma jornada fluida, muito próxima do cartão de crédito, sem sair do site do varejista”, afirmou Thais Fischberg, presidente da Adyen na América Latina.

As transações via Pix por aproximação terão um limite padrão de R$ 500, mas os usuários poderão ajustar os valores máximos por transação ou por dia. Pagamentos de até R$ 200 serão confirmados apenas por biometria, garantindo maior segurança. Além disso, o vínculo entre a conta bancária e a carteira digital pode ser configurado pelo usuário, que define por quanto tempo deseja manter a conexão ativa.

A partir de hoje, 99% das instituições financeiras detentoras de contas participantes do Open Finance são obrigadas a oferecer a funcionalidade. Entre elas, estão grandes bancos como Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander, além de fintechs como Nubank, Inter e Mercado Pago. A partir de janeiro de 2026, a regra valerá para todas as instituições participantes do Pix.

“É esperado que os clientes cobrem a funcionalidade para continuar mantendo o uso principal do Pix dentro daquela instituição. Ou seja, o aspecto de negócio é mais importante do que o regulatório. Vai ser um processo gradual, mas entendemos que as instituições farão a adesão para não perder clientes”, afirmou Rabusky.

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