Desenho de ‘pênis alado’ enviado por diplomata é visto como crime pela PF

Desenho de “pênis com asas”, enviado anonimamente ao diplomata Cristiano Ebner, identificado pela Polícia Federal como obra do também diplomata Pablo Cardoso – Foto: Reprodução

A Polícia Federal apontou que o diplomata Pablo Cardoso cometeu crime de ameaça ao enviar um desenho de “pênis com asas” para o colega Cristiano Ebner. A ilustração foi enviada dentro de uma carta anônima com remetente falso, o que levou à abertura de um inquérito em junho do ano passado. A carta chegou ao setor de Ebner no Itamaraty, em Brasília, causando desconforto e sensação de ameaça.

As investigações revelaram que a correspondência foi postada em uma agência dos Correios na capital. Imagens de segurança mostraram um homem de camisa da Eletrobrás no momento do envio. Ele foi identificado como servidor da Eletronorte. Questionado, disse não lembrar do conteúdo e negou ser o autor do desenho, justificando não ter habilidade artística.

O diplomata Pablo Cardoso – Foto: Reprodução

A ligação com Pablo só foi confirmada depois que o diplomata, baseado em Lisboa, confessou ter feito o desenho e enviado por meio de um amigo. Segundo ele, o envio teve tom de brincadeira e a ilustração teria sido feita entre 2010 e 2011. Pablo também admitiu já ter mandado desenhos semelhantes a outras pessoas em tom de piada.

Em seu depoimento, Pablo explicou que o nome “Fundação Kresus” surgiu de uma conversa entre amigos sobre o rei Creso, figura histórica conhecida por sua riqueza. Ele afirmou que o objetivo era apenas fazer uma graça e não ameaçar ninguém. A PF, no entanto, entendeu que o envio com identidade falsa e por intermédio de outra pessoa visava dificultar a identificação do autor.

O delegado do caso concluiu que houve crime de ameaça, ainda que de menor potencial ofensivo, com pena máxima de seis meses de detenção. Destacou que a carta foi dirigida diretamente à vítima, com dados detalhados de sua função e local de trabalho, o que justificaria o receio gerado. Apesar disso, a PF não pediu o indiciamento.

A Justiça decidiu arquivar o caso em outubro de 2024 por falta de elementos para configurar o crime. No Itamaraty, Pablo assinou um Termo de Ajustamento de Conduta válido por 24 meses, comprometendo-se a manter postura adequada. Recentemente, foi indicado para chefiar a embaixada brasileira na Guiné-Bissau, pendente de aprovação no Senado.

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