Análise técnica avalia se ações da Petrobras (PETR4) podem voltar a subir na Bolsa

Petrobras (Fernando Frazão/Agência Brasil)

As ações da Petrobras (PETR4) continuam em tendência de alta no médio e longo prazo, renovando recentemente seu topo histórico na região de R$ 38,66. No entanto, após alcançar essa marca, o papel sofreu uma realização expressiva, encontrando suporte em R$ 33,90, nível que atraiu fluxo comprador e permitiu uma retomada.

Atualmente, PETR4 negocia acima das médias móveis no gráfico semanal e registra alta acumulada de 2,28% em março, enquanto no ano a valorização é de 1,55%. O cenário técnico aponta para uma possível continuidade da recuperação, desde que o ativo consiga superar resistências-chave. Caso contrário, uma perda de força pode levar a novas realizações.

Para entender até onde o preço das ações de Petrobras pode ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica do Petrobras

No gráfico semanal, PETR4 segue dentro de uma tendência de alta, renovando topos e se mantendo acima das médias móveis de longo prazo. Após atingir o recorde de R$ 38,66, um forte fluxo vendedor levou o papel até o suporte em R$ 33,90, onde a entrada de compradores impulsionou uma recuperação nas últimas semanas.

Agora, para confirmar a retomada da tendência de alta, a ação precisa superar a resistência imediata em R$ 37,15. Acima desse patamar, o caminho fica aberto para um novo teste do topo histórico em R$ 38,66. Caso rompa essa barreira, PETR4 pode buscar alvos mais elevados na região de R$ 40,00/R$ 40,70 e, em um cenário de força compradora mais intensa, alcançar os R$ 42,35/R$ 43,75.

No entanto, há pontos de atenção. Se o papel perder força e voltar a negociar abaixo das médias móveis e da linha de tendência de alta, um movimento corretivo pode ganhar tração. A perda do suporte em R$ 36,30 e R$ 35,50 pode levar o ativo a testar novamente a faixa de R$ 33,90, com alvos mais baixos projetados entre R$ 32,57 e R$ 30,90. Em um cenário mais pessimista, PETR4 poderia buscar R$ 28,90.

Fonte: RocketTrader. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise de curto prazo

No gráfico diário, a Petrobras vem mostrando sinais de recuperação após testar o suporte em R$ 33,90. A entrada de fluxo comprador nessa região impulsionou a ação de volta para cima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, fortalecendo a tese de continuidade da alta no curto prazo.

Para manter esse movimento positivo, PETR4 precisa superar as resistências imediatas em R$ 37,15 e R$ 37,75. Caso consiga romper essas barreiras, o ativo pode retestar a máxima histórica em R$ 38,66 e, caso haja continuidade do fluxo comprador, alcançar patamares mais elevados na faixa de R$ 39,50/R$ 40,80.

Por outro lado, o papel pode enfrentar dificuldades se perder novamente as médias móveis, especialmente os suportes em R$ 36,10 e R$ 35,15. Uma perda mais acentuada pode levar a novas correções para R$ 33,90 e R$ 32,60, com alvos mais longos em R$ 31,30/R$ 30,90.

O Índice de Força Relativa (IFR 14) encontra-se em 56,22, uma zona de equilíbrio, o que indica que ainda há espaço para novos avanços.

Fonte: RocketTrader. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Suportes e resistências da PETR4

Suportes:

  1. R$ 36,30 → Primeiro suporte importante no curto prazo. Perda desse nível pode indicar fraqueza.
  2. R$ 35,50 → Região onde há defesa compradora, próximo à média de 200 períodos.
  3. R$ 33,90Suporte forte, onde houve reação compradora recentemente.
  4. R$ 32,60 → Próxima zona de defesa caso o papel entre em movimento corretivo mais forte.
  5. R$ 31,30 – R$ 30,90 → Alvos de suporte mais distantes, caso o cenário se torne mais pessimista.
  6. R$ 28,90 → Região de suporte mais longo prazo, indicando um possível fim da tendência de alta se testado.

Resistências:

  1. R$ 37,15 → Resistência imediata. Se superada, pode indicar fortalecimento da tendência de alta.
  2. R$ 37,75 → Novo obstáculo antes do topo histórico.
  3. R$ 38,66Topo histórico, nível mais relevante para confirmar um novo movimento altista.
  4. R$ 39,50 – R$ 40,80 → Alvos projetados em caso de rompimento do topo.
  5. R$ 42,35 – R$ 43,75 → Resistências mais longas, considerando uma tendência de alta sustentada.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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