Eles debocham até dos terraplanistas que foram às ruas para defendê-los. Por Moisés Mendes

O advogado Matheus Mayer Milanez, defensor do general Augusto Heleno, durante julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça (25). Foto: Reprodução

Quase todos os advogados de defesa dos golpistas, que se apresentaram no STF para contestar os trabalhos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, parecem personagens que não foram usados em novelas de Dias Gomes e agora estão podendo brilhar.

E a sensação é de que a qualquer momento o César Tralli – o comentarista das platitudes – poder surgir no plenário, de toga, como assistente do advogado de Augusto Heleno.

Matheus Milanez (foto), defensor do general, foi um dos mais citados pelos jornais, que não tinham muito o que dizer sobre os argumentos dos advogados.

Milanez disse, tentando ser criativo, que a PGR criou provas como quem tenta mostrar, com pretensas evidências científicas, que a Terra é plana.

“É o que está acontecendo no seguinte caso. Por isso, falamos de terraplanismo argumentativo. Estão querendo colocar Heleno na organização criminosa”, afirmou o advogado.

É divertido porque estão às vésperas de virarem réus, nesse primeiro lote, os principais líderes de contingentes incalculáveis de terraplanistas. Porque eles mesmos, os líderes, são anticiência e negacionistas. Não são poucos os terraplanistas.

A base do golpismo mobilizou brasileiros que acreditavam poder manter contatos com marcianos por celular, para pedir ajuda extraterrestre. O advogado de Augusto Heleno sabe que debochou de golpistas que cantavam o hino para pneus.

Dizer que a PGR é terraplanista é ofender a essência civil e militar do fascismo brasileiro, que propagou bobagens misturadas a ódio, mentira e difamação. O advogado de Augusto Heleno vai ser vaiado pelos negacionistas da cloroquina liderados por Bolsonaro.

Heleno, o general defendido por Milanez, foi desqualificado pelo próprio advogado, que o definiu, a partir de revelações de Mauro Cid, como um velhinho que, “até pela idade, falava um monte de coisas”, mas aparecia, dizia essas coisas e ia embora.

Milanez quis dizer que, por ser um velho que dizia um monte de coisas soltas, Heleno não teria condições de participar de um golpe.

Só faltou declarar: meu cliente, que cuidava da área de inteligência do governo e agora está em casa de pijama nos vendo, é caduco desde o tempo da preparação do golpe.

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