Neto de ditador, Paulo Figueiredo abandona Bolsonaro e discute com seguidores

Paulo Figueiredo abandonou Bolsonaro após decisão do STF. Foto: reprodução

O jornalista Paulo Figueiredo foi o primeiro influenciador da extrema-direita a abandonar Jair Bolsonaro (PL) após o Supremo Tribunal Federal (STF) torná-lo réu por tentativa de golpe de Estado nesta quarta-feira (26).

O neto do general João Batista Figueiredo, último presidente do Brasil no período da ditadura militar, criticou a ausência do ex-presidente no segundo dia de julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e iniciou uma longa discussão com bolsonaristas nas redes sociais.

Após elogiar a postura do golpista na terça-feira (25), quando ele foi ao plenário do STF, Figueiredo argumentou agora que é “impossível Bolsonaro manter uma boa estratégia por dois dias seguidos”, chamando-o de “péssimo estrategista”.

Ao ser respondido por uma seguidora que defendeu o ex-presidente, afirmando que cada um tem uma tática, o neto de ditador decretou que foi “a estratégia dele que nos enfiou nesta merda”.

Figueiredo, mencionado pela Polícia Federal como um dos participantes da trama golpista, também destinou sua ira contra a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Antes do início do julgamento, a ex-ministra publicou fotos ao lado do ex-presidente, que aparentemente estava chorando. Para o jornalista, a publicação representa um sinal de fraqueza.

“Olha que JÊNIA”, ironizou. “Postar fotos do presidente com cara de choro em um gabinete. Imagem de fragilizado. Como eu posso conviver calado com este grau de burrice? Não vou. Desculpem”, escreveu Figueiredo, anunciando seu abandono aos demais golpistas.

As fotos selecionadas por Damares, no entanto, não mostram Bolsonaro chorando. Na primeira imagem ele aparece sério, enquanto em outro registro ri ao lado da senadora. O choro do réu só foi filmado durante uma oração liderada pela ex-ministra.

A Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux, aceitou por unanimidade a denúncia que acusa Bolsonaro e sete aliados de crimes como:

– Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
– Golpe de Estado
– Organização criminosa
– Dano qualificado ao patrimônio da União
– Deterioração de patrimônio tombado

O caso agora segue para fase de instrução processual, quando serão ouvidas testemunhas e analisadas as provas. Caso condenado, Bolsonaro poderá enfrentar penas de prisão.

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