Lula diz que pedido de anistia de Bolsonaro é admissão de culpa: “Tentou dar golpe”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falando, sentado à mesa, olhando para o lado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – Divulgação/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou nesta quarta-feira (26) sobre a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou Jair Bolsonaro (PL) réu. O petista afirmou que é “visível” que o ex-presidente tentou dar um golpe de Estado no Brasil e que Bolsonaro esteve envolvido em um plano que incluía o seu assassinato, o do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o do ministro do STF, Alexandre de Moraes.

“É visível que o ex-presidente tentou dar um golpe no país e contribuir para meu assassinato. Se ele está pedindo anistia antes do julgamento, significa que é culpado”, disse ele.

Apesar das acusações, o presidente Lula destacou que seria “presunção” prever o resultado do julgamento de Bolsonaro pelo STF. “Eu acho que o que é correto é que a suprema Corte está se baseando e se manifestando nos autos do processo, depois de meses de investigação muito bem feita pela Polícia Federal e pelo Ministério Público”, afirmou Lula.

Jair Bolsonaro sério, cercado, acenando
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – Reprodução/Agência Brasil

STF aceita denúncia contra Bolsonaro e outros acusados de planejar golpe

Nesta quarta-feira, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro e mais sete pessoas acusadas de integrar o “núcleo crucial” do plano de golpe.

A votação foi unânime, e com a decisão, o ex-presidente e os demais envolvidos se tornaram réus por cinco crimes: organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do estado democrático, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União. As penas para condenação podem chegar a 43 anos de prisão.

Além de Jair Bolsonaro, também respondem ao processo: Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa e da Casa Civil), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor da Abin), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha) e Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro).

Esta é a primeira denúncia sobre o golpe recebida pelo STF, com os julgamentos desmembrados segundo os cinco núcleos da trama golpista, conforme descrito pela PGR.

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