
Em mais uma onda de decisões controversas, o governo de Donald Trump enviou cartas a grandes empresas europeias exigindo o fim de políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). O documento foi encaminhado por embaixadas americanas na Europa e determina que companhias que prestam serviços ou fornecem produtos ao governo americano devem se alinhar à nova ordem executiva assinada pelo presidente estadunidense.
A carta oficial, intitulada “Certificação sobre conformidade com a legislação federal antidiscriminação aplicável”, informa que a nova regra se aplica a todas as empresas contratadas pelo governo dos EUA, independentemente da nacionalidade ou do país onde operam. “Informamos que a Ordem Executiva 14173 se aplica a todos os fornecedores e prestadores de serviços do Governo dos EUA”, afirma o texto enviado às empresas.
Além do documento, foi enviado um questionário que deve ser preenchido em até cinco dias. As empresas são solicitadas a declarar que não operam programas de DEI que violem as novas diretrizes. “Caso não concorde em assinar este documento, agradeceríamos se pudesse fornecer razões detalhadas, que encaminharemos aos nossos serviços jurídicos”, diz a carta.
A medida causou reação entre autoridades europeias. Uma fonte próxima ao ministro da Economia da França, Eric Lombard, disse: “Essa prática reflete os valores do novo governo dos EUA. Eles não são os mesmos que os nossos”. O ministério francês planeja responder oficialmente ao governo americano sobre o caso.

A decisão dos EUA ocorre em meio a um aumento nas tensões com a União Europeia. Nesta semana, Trump impôs novas tarifas sobre carros, aço e alumínio vindos da Europa, o que levou a UE a estudar medidas recíprocas.
A ofensiva contra políticas de inclusão agora atinge empresas estrangeiras, após ações semelhantes contra grupos como Disney e Amazon nos Estados Unidos.
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