Ibovespa Futuro segue a aversão ao risco global e recua com receios sobre tarifas

B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

O Ibovespa Futuro iniciava os negócios desta segunda-feira (31) em queda, refletindo a aversão ao risco global após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder americano afirmou que as tarifas que serão anunciadas esta semana afetarão todos os países, gerando receios de que uma possível guerra comercial possa desencadear uma recessão. Às 09h05 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em abril recuava 0,65%, a 131.855 pontos.

A sinalização de Trump derruba expectativas de uma aplicação mais seletiva das tarifas e eleva os riscos de uma nova rodada de tensões comerciais globais. O plano do presidente prevê a imposição de tarifas proporcionais às cobradas por outros países sobre produtos americanos, o que, segundo ele, visa proteger a economia dos EUA contra a concorrência considerada desleal. Trump deve receber recomendações sobre as tarifas na terça-feira e fazer um anúncio na quarta, com a entrada em vigor no dia seguinte de tarifas sobre automóveis.

A perspectiva de uma escalada radical na guerra comercial global nos próximos dias quase dobrou a probabilidade de uma recessão na economia dos Estados Unidos nos próximos doze meses para cerca de 35%, de acordo com o Goldman Sachs.

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está em viagem a Paris, onde fica até quarta-feira. Nesta segunda, ele participa da conferência “10 anos depois do Acordo de Paris: governar na era do clima”.

Nos EUA, o Dow Jones Futuro operava com queda de 0,68%, S&P500 tinha desvalorização 1,11% e Nasdaq Futuro caía 1,54%.

De volta ao cenário nacional, as projeções dos analistas para o câmbio foram revisadas para baixo pela terceira vez consecutiva em 2025, conforme divulgado no Relatório Focus do Banco Central nesta segunda-feira (31). A previsão para o dólar caiu de R$ 5,95 para R$ 5,92.

Ibovespa, dólar e mercado externo

O dólar à vista subia 0,21%, aos R$ 5,771 na compra e R$ 5,772 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,19%, aos 5.771 pontos.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam com baixa, antes da nova rodada de tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, esperada para o final da semana. O índice Nikkei, do Japão, caiu 4,05% para terminar o dia em 35.617,56 pontos.

Os preços do petróleo sobem após Trump ameaçar, no fim de semana, impor tarifas secundárias ao petróleo russo caso Putin rejeite um cessar-fogo com a Ucrânia. Trump declarou estar “muito irritado” com os comentários recentes de Putin, que sugeriram formas de instalar uma nova liderança na Ucrânia e afastar o presidente Volodymyr Zelenskiy.

As cotações do minério de ferro na China fecharam no vermelho, com preocupações com a demanda pela commodity na segunda maior economia do mundo.

(Com Reuters)

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