
Os países emergentes seguem se beneficiando da turbulência no mercado financeiro dos Estados Unidos. Prova disto é que a Bolsa brasileira teve seu melhor desempenho mensal em março desde agosto de 2024, enquanto o S&P 500 caiu 5,8% e a Nasdaq perdeu relevantes 7,7%. O Brasil ainda é destaque entre seus pares, já que liderou os ganhos nos mercados globais no mês passado.
Para a XP, a explicação para o desempenho brasileiro não está em um posicionamento para as eleições de 2026, à espera de uma política econômica mais favorável, mas em um movimento “majoritariamente global”. Com juros e inflação altos, o banco destaca em relatório que empresas de alta qualidade e baixo risco são favorecidas.
Para abril, as ações mais recomendadas pela XP e outras corretoras são do Itaú (ITUB4) e Petrobras (PETR4), que se encaixam no perfil de alta qualidade e baixo risco. Todo mês, o InfoMoney compila as indicações das principais corretoras do Brasil para mostrar os cinco papéis mais recomendados – em caso de empate, a lista pode ser maior.
A JBS (JBSS3), segunda ação mais recomendada no mês passado, teve apenas duas recomendações em abril e, portanto, deixa a lista. Embora ainda goste da tese, a XP citou a “forte performance recente” para justificar a retirada do papel de sua carteira. O ativo disparou 32,6% em março. As ações da Suzano (SUZB3) também deixaram a lista.
Confira o ranking das ações mais indicadas para investir em abril:
Empresa | Nº de recomendações | Retorno em março |
Itaú (ITUB4) | 6 | 8,16% |
Petrobras (PETR4) | 6 | 3,42% |
Vale (VALE3) | 4 | 2,81% |
Equatorial (EQTL3) | 4 | 6,45% |
Eletrobras | 4 | 5,83% |
Itaú (ITUB4)
Mesmo com manutenção da rentabilidade diante de um cenário desafiador, crescimento consistente do lucro líquido e gestão eficiente, o valuation do banco “sugere potencial de valorização”, com recomendação de compra pela Terra Investimentos. Para a corretora, o Itaú se destaca como “uma escolha sólida para os investidores”.
Petrobras (PETR4)
A ação segue como a preferida do BTG Pactual no setor de petróleo e gás, que justifica a recomendação com o crescimento sólido da produção, fluxo de caixa vinculado ao dólar, retorno com dividendos atraente e estrutura de governança que, “embora não esteja isenta de falhas, inclui proteções significativas”.
Vale (VALE3)
A XP não só manteve o papel entre suas recomendações como aumentou o peso do ativo em sua carteira mensal de ações por conta do “desconto atual das ações em relação aos preços do minério de ferro”. A casa ainda diz observar uma demanda ‘robusta” por minério de ferro no curto prazo, enquanto a oferta “parece deprimida”.
Equatorial (EQTL3)
O papel “é uma ótima tese de carrego, a melhor empresa da categoria no setor e uma ótima maneira de se expor à assimetria que acreditamos existir das taxas reais de longo prazo”, diz o BTG Pactual. O banco destaca que a companhia confere proteção “total” contra a inflação e exposição limitada a uma economia em desaceleração: “acreditamos que o nome deve ter um 2025 bastante sólido”.
Eletrobras (ELET6)
Para a Terra Investimentos, a sinalização de uma política de distribuição trimestral de proventos reforça a atratividade do papel para investidores em busca de estabilidade e fluxo de caixa recorrente. A corretora também destaca a redução da dívida líquida da companhia e diz que “a aceleração no pagamento de dividendos indica uma gestão financeira eficiente”.
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