Tomar café no escritório pode aumentar o colesterol, diz estudo

Tomar um cafezinho é o prazer diário de muitos, seja pela manhã ou depois do almoço. Mas, de acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Uppsala, na Suécia, em parceria com a Universidade de Tecnologia Chalmers, o café feito em máquinas nos escritórios pode afetar diretamente a saúde, especialmente o colesterol LDL (mais conhecido como colesterol “ruim”).

O estudo foi publicado na revista científica Nutrition, Metabolism & Cardiovascular Diseases em fevereiro de 2025. Segundo os resultados, a maioria das máquinas de café nos locais de trabalho contém níveis relativamente altos de substâncias que elevam o colesterol, como o diterpenos cafestol e kahweol.

O cafestol e kahweol são compostos orgânicos e naturais do café, presentes nos óleos dos grãos, especialmente em métodos de preparo sem filtro de papel (como o café espresso, turco e na prensa francesa). No café coado, por exemplo, há uma filtragem maior desses compostos.

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Os compostos em si já eram conhecidos, mas o que o grupo de estudo preferiu focar foi em como as máquinas de café convencionais, que são mais comuns nos lugares públicos, filtravam essas substâncias. 

“Considerando a quantidade de café consumida nos locais de trabalho suecos, queríamos ter uma ideia do conteúdo de substâncias que elevam o colesterol no café desses tipos de máquinas”, explica David Iggman, pesquisador da Universidade de Uppsala, que liderou o estudo, em nota à imprensa.

Segundo a pesquisa, o café fervido é o pior, pois contém os níveis mais altos dessas substâncias. Já o espresso pode ter níveis elevados, mas isso varia bastante. Entre as máquinas analisadas, as de infusão foram as que produziram café com maior concentração de diterpenos.

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Iggman explica que a maioria das amostras continha níveis de compostos capazes de impactar o colesterol LDL, o que poderia elevar o risco de doenças cardiovasculares no futuro.

“Para quem bebe grandes quantidades de café todos os dias, fica claro que o café coado com filtro de papel ou outro café bem filtrado é a melhor escolha”, disse. 

Ele destacou também que para entender exatamente quais são os efeitos sobre o colesterol LDL, precisaria ser feito um estudo controlado com participantes que consumissem esse café.

Metodologia

A cada duas ou três semanas, os pesquisadores coletavam duas amostras de café de cada máquina. O estudo incluiu cafés de torra média e torra escura de cinco marcas comuns de café moído. 

A maioria das máquinas utilizava café já moído, enquanto uma ou duas moíam os grãos na hora, mas os pesquisadores não acreditam que isso tenha influenciado os níveis de diterpenos.

Foram testadas 14 máquinas no total: 11 eram máquinas de preparo (brewing machines), que fazem o café na hora, e 3 eram máquinas de modelo líquido, que utilizam um concentrado de café misturado com água e apresentaram níveis mais baixos de diterpenos.

Para comparação, os pesquisadores analisaram também outros métodos de preparo, como percolador, prensa francesa, café fervido e café fervido coado em filtro de tecido, verificando as diferenças nos níveis dessas substâncias.

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