BofA eleva Pan para neutra e reitera recomendação de venda para ABC e Banrisul

O Bank of America (BofA) elevou a recomendação do Banco Pan (BPAN4) de underperform (desempenho abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para neutro, pois projeta que o banco apresentará a maior melhoria no retorno sobre patrimônio líquido (ROE) entre os bancos de média capitalização sob sua cobertura em 2025, impulsionado pelo forte crescimento da Margem Financeira Bruta (NII) e pela redução de despesas.

A equipe de análise do BofA prevê um crescimento de 34% em 2025 e 25% em 2026 no lucro do Banco Pan, elevando sua estimativa de ROE para 15,4% em 2025 ante 15,3% anteriormente e 11,6% em 2024.

Segundo o relatório, o avanço será impulsionado pelo robusto crescimento do NII (+15% em 2025), sustentado pela forte expansão da carteira de crédito — especialmente em financiamentos de veículos — e pela redução nominal do Opex (despesas), beneficiada pelas sinergias com o BTG Pactual (BPAC11) e menores contingências legais.

Os analistas também acreditam que a chegada do novo CEO pode acelerar a integração das operações do Pan com seu acionista controlador, o BTG Pactual, gerando ganhos de eficiência e abrindo caminho para uma possível oferta pública.

Considerando o preço médio da ação em R$ 8,40 nos últimos 12 meses, uma OPA poderia representar um prêmio de 15% sobre o valor atual, avaliando o Pan em 1,3 vezes Preço/Valor Patrimonial para 2025.

ABC Brasil (ABCB4) e Banrisul (BRSR6)

Por outro lado, o BofA espera que ABC Brasil (ABCB4) e Banrisul (BRSR6) registrem melhorias mais discretas no ROE, ainda abaixo do custo de capital próprio. Assim, o banco manteve recomendação de underperform para ambos.

O banco americano acredita que o ABC Brasil adotará uma postura mais cautelosa na concessão de crédito em 2025, dado o cenário macroeconômico desafiador. Com isso, a expectativa é de um crescimento mais modesto da carteira de empréstimos, maiores provisões e um avanço limitado no segmento de médio porte, que tradicionalmente oferece NIMs (margens financeiras líquidas) mais elevadas.

Além disso, segundo o BofA, as despesas devem continuar crescendo acima da inflação, refletindo investimentos em tecnologia e novos produtos, enquanto a receita com tarifas tende a permanecer fraca, impactada pelo desempenho inferior da área de Investment Banking. Com isso, projeta um ROE de 15,5% em 2025.

Já o Banrisul enfrenta desafios com a alta dos juros, já que a maior parte de seus ativos está atrelada a taxas fixas (como crédito consignado, rural e imobiliário), enquanto seus passivos são majoritariamente indexados a taxas flutuantes, pressionando a expansão do ROE em 2025.

Por outro lado, a expansão em segmentos de maior spread, como PMEs (pequenas e médias empresas), e a otimização do custo de captação podem mitigar parte desse impacto. No geral, o BofA prevê um ROE de 9,7% em 2025, ainda bem abaixo do COE.

O preço-alvo para ABC Brasil é de R$ 20 e do Banco Pan subiu de R$ 7 para R$ 8; já o target do Banrisul se manteve em R$ 10.

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