Movimento sionista reclama dos 17% de sobretaxas impostos por Trump a Israel

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro na Casa Branca, em fevereiro. Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP

A seção norte-americana do Betar, movimento juvenil sionista, reclamou em um post no X do tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump a Israel.

“Pedimos ao presidente Donald Trump para que reveja a sobretaxa de 17% imposta a Israel. Bom comportamento deve ser recompensado e não punido. Israel baniu as tarifas de importação de produtos vindos dos EUA e este comportamento deveria ser recompensado e não punido”, diz a publicação.

Fundado em 1923, em Riga (Letônia), o Betar foi um dos vários grupos criados para estimular a imigração dos judeus para a Palestina. Tinha orientação de direita e, como muitos grupos judaicos na época, adotava saudações e uniformes inspirados nos grupamentos fascistas criados por Mussolini.

 

Taxas

Nesta quarta-feira (2), Trump anunciou sobretaxas variando de 10% a 46% a países de todo o globo. Israel, histórico aliado dos EUA no Oriente Médio, teve suas exportações para os EUA taxadas em 17%.

Segundo Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Trump está tentando mudar o modelo de arrecadação para reduzir impostos, principalmente dos mais ricos, baseado em um modelo tarifário do século 19

O Brasil teve suas exportações tarifadas em 10%. Para alguns países, a taxa supera os 40%, como é o caso do Vietnã, cujas exportações aos EUA receberão 46% de tarifa extra sobre o valor de compra.

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