Em meio a incertezas com Brasil e Trump, corretoras recomendam 10 FIIs para abril

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O IFIX – índice que representa uma carteira teórica dos fundos imobiliários mais negociados no mercado – subiu 6,14% em março, registrando o segundo mês consecutivo de alta. A valorização ajudou os FIIs a recuperarem parte das perdas recentes e trouxe certo otimismo ao mercado, mas com ressalvas.

Apesar da recuperação, analistas do setor mantêm um tom de cautela por causa do cenário doméstico e da imposição de novas tarifas por Donald Trump.

“É importante ressaltar que temos visto apenas um ajuste do cenário macroeconômico, em que as mesmas incertezas e desafios seguem no radar. Entendemos que a conjuntura atual continua, predominantemente, de volatilidade. Desta forma, seguimos com uma visão de montagem de posições para o longo prazo”, escreveram Larissa Gatti Nappo e Fausto Menezes, analistas CNPI do Itaú BBA.

Para os analistas Bernardo Noel e Luis Assis, da Genial Investimentos, a imposição das novas tarifas nos EUA gerou um ambiente de cautela entre consumidores e empresários, o que se reflete em uma postura de espera nos mercados. “Embora alguns indicadores de atividade tenham mostrado sinais de estabilização ou leve recuperação, ainda não há evidências claras de uma retomada sustentada do crescimento”.

Todos os meses, o InfoMoney compila as recomendações de FIIs de algumas das principais corretoras e bancos locais. Apenas os fundos com pelo menos três menções são considerados. Veja a lista completa abaixo e os comentários sobre cada um deles.

FIIs mais recomendados para abril de 2025:

FIIs Número de recomendações Variação (30 dias)
BTLG11 5 3,56%
KNCR11 5 3,08%
RBRR11 4 8,08%
TRXF11 4 -0,53%
MCCI11 3 7,51%
HGRU11 3 6,34%
XPML11 3 8,91%
BRCO11 3 4,81%
KNHF11 3 6,24%
CPTS11 3 16,81%
Fontes: XP, Itaú, Santander, BTG Pactual, Empiricus, Terra, BB Investimentos e Genial.

BTLG11

Flávio Pires, analista de fundos imobiliários do Santander, disse que a instituição aposta no BTLG11 pelos seguintes motivos: o produto tem um “portfólio diversificado de 12 galpões logísticos, classificados como AAA/AA; tem contratos de longo prazo (~74% vencem após 2027); os principais locatários são grandes empresas como Natura, Mercado Livre e Whirpool; e conta com um time de gestão experiente”.

KNCR11

Para a XP, o investimento nesse FII é baseado em alguns pilares, como “excelente equipe de gestão, carteira de crédito pulverizada e de baixo risco, estrutura robusta de garantias, carrego positivo diante da perspectiva de novos aumentos da Selic e menor volatilidade em relação aos pares”.

RBRR11

O fundo tem “carteira de ativos diversificada, garantias robustas e localizadas em regiões premium, time de gestão de ponta, com experiência no setor imobiliário, alocação segregada em diferentes estratégias e boa liquidez”, segundo a equipe de equity research do BTG Pactual.

TRXF11

“É um fundo que busca rentabilizar seus cotistas por meio de gestão ativa e retorno por meio da aquisição. “Nos últimos 12 meses, o FII concentrou esforços em realizar reciclagens, somando aproximadamente R$ 745 milhões em vendas e R$ 1,25 bilhão em novas aquisições, todas com pagamentos a prazo, escreveram em relatório André Oliveira e Victor Penna, analistas CNPI-P do BB Investimentos.

MCCI11

Esse fundo tem 20% de participação na carteira de FIIs da Empiricus, composta por cinco produtos, cada um com o mesmo peso. Segundo os analistas Felipe Miranda e Caio Nabuco de Araujo, o objetivo do portfólio é gerar uma diversificação mínima para a alocação. “Para o longo prazo, olhando para os preços de mercado, enxergamos diversos descontos nos fundos listados, especialmente nos segmentos de tijolos”, disseram.

HGRU11

É o maior fundo de renda urbana do mercado, com exposição híbrida em imóveis dos setores de varejo e educação, segundo Larissa Gatti Nappo e Fausto Menezes, analistas CNPI do Itaú BBA. “Com um portfólio diversificado e bem gerido, avaliamos que o fundo é um veículo interessante, visto que boa parte dos imóveis estão localizados em São Paulo (49%) e são objeto de contratos atípicos (83%) de longo prazo”.

XPML11

O FII concluiu recentemente a aquisição de 9,90% do Plaza Sul Shopping, em São Paulo, passando a ter 34,90% do ativo; 20% do Carioca Shopping, no Rio de Janeiro; e 10% do Shopping da Tijuca, também no Rio. “Com isso, o FII amplia a diversificação da base de ativos”, segundo Pires, do Santander, mencionando que o produto é “a nossa preferência para o segmento shopping center”.

BRCO11

Segundo os analistas do BB Investimentos, o fundo, que possui 12 propriedades com 472 mil m² de ABL (área bruta locável) e potencial para expansão em 7%, tem “um dos melhores portfólios de galpões e está muito bem-posicionado para atender às novas demandas do segmento logístico”.

KNHF11

É um fundo com patrimônio líquido de R$ 1,89 bilhões e expertise de gestão das áreas de CRI, tijolo e multimercados, segundo Regis Chinchila, analista de investimentos CNPI da Terra Investimentos. “Está com 121,0% do PL alocado, sendo 59,5% em CRIs, 13,0% em FIIs, 29,5% em imóveis e 0,7% em ações. Sem considerar a parcela alocado em instrumentos de caixa, equivalente a 14,5%”, escreveu em relatório.

CPTS11

Segundo o BTG Pactual, a recomendação para o CPTS11 está firmada em pilares como presença de carteira pulverizada; gestão ativa, com grande capacidade de geração de ganhos adicionais via ganho de capital; garantias robustas; devedores com bom risco de crédito; exposição a FIIs, o que diminui o risco de queda de distribuição em caso de movimento de queda dos juros e da inflação; e, por fim, flexibilidade de mandato.

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