Internacional China impõe tarifas históricas de 34% sobre produtos dos EUA e aumenta tensão na guerra comercial Retaliação chinesa amplia temores de recessão global e gera impacto em mercados, exportações e cadeias produtivas


A guerra comercial entre China e Estados Unidos ganhou um novo e tenso capítulo. O Ministério das Finanças da China anunciou nesta sexta-feira (4) a imposição de tarifas de 34% sobre todos os produtos importados dos Estados Unidos. A medida é uma retaliação direta às sanções tarifárias implementadas pelo presidente americano Donald Trump.

“Eles entraram em pânico”, escreveu Trump nas redes sociais, em resposta à decisão chinesa.

O economista da Universidade de Nova York, Larry White, alertou para os impactos da escalada:

“Os consumidores americanos vão perder porque os preços vão subir, os exportadores vão perder negócios e os outros países também perdem por causa da redução do comércio internacional”.

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Setores afetados e oportunidades para o Brasil

O Ministério do Comércio da China também endureceu sua postura contra empresas americanas, adicionando 11 delas a uma lista de entidades “pouco confiáveis”, na prática proibindo suas operações no país. Além disso, o governo chinês restringiu a exportação de sete minerais raros — essenciais para produção de veículos elétricos e tecnologias militares — e iniciou uma investigação sobre a importação de equipamentos médicos.

Com os EUA exportando majoritariamente soja, aviões e equipamentos pesados para a China, e importando uma enorme variedade de produtos chineses voltados ao consumidor final, o desequilíbrio comercial persiste: os chineses vendem cerca de US$ 436 bilhões a mais do que compram dos americanos.

Segundo White, o impacto será direto na inflação:

“A China vende bens de consumo, como brinquedos e smartphones. A economia chinesa também vai sofrer, mas eles podem avaliar que vale a pena retaliar”.

Enquanto isso, empresas brasileiras e economistas identificam brechas de oportunidade com o aumento das tarifas americanas, especialmente para ampliar exportações em setores como agronegócio e bens industriais.

FED mantém juros, mas teme recessão à frente

Apesar da volatilidade no cenário econômico global, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, afirmou que ainda é cedo para mexer na taxa de juros americana. Ele destacou a incerteza sobre os efeitos das tarifas na economia:

“O tamanho e a duração desses efeitos ainda são incertos.”

A única notícia positiva veio do mercado de trabalho americano: 228 mil vagas foram criadas em fevereiro, mantendo o desemprego em 4,2%. No entanto, especialistas alertam que esse dado já não reflete o cenário atual.

“Prevejo um salto do desemprego para a casa dos 5%, 5,5% nos próximos meses, com a economia desacelerando e o risco de recessão ou estagnação se concretizando”, afirmou White.

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