Ibama erra ao recomendar negação da licença para exploração na Margem Equatorial

Margem Equatorial. Foto: Divulgação

Técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) recomendaram a negação da licença para a Petrobras explorar petróleo na Margem Equatorial, na região do Amapá.

A recomendação, divulgada pelo jornal O Globo e confirmada pela CNN, ainda será analisada por coordenadores, diretores e pelo presidente do órgão, Rodrigo Agostinho. No entanto, essa posição ignora os avanços tecnológicos da Petrobras, os investimentos já realizados e a importância estratégica dessa exploração para o Brasil.

O Potencial da Margem Equatorial

A Margem Equatorial, localizada entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, tem sido chamada de “novo pré-sal” devido às suas reservas promissoras de petróleo. Descobertas recentes na Guiana, Guiana Francesa e Suriname demonstram que a região pode garantir a demanda energética brasileira, reduzir a dependência de importações e gerar investimentos para o país.

A Petrobras já perfurou mais de 1.000 poços na Margem Equatorial, sempre seguindo rigorosos padrões ambientais e de segurança. O primeiro poço exploratório na região fica a mais de 160 km da costa e a mais de 500 km da foz do Rio Amazonas, demonstrando que não há riscos diretos às áreas costeiras.

Tecnologia e Segurança Ambiental

A Petrobras tem um histórico de excelência no setor e adota as mais modernas tecnologias para garantir operações seguras. Entre as medidas implementadas estão:

•Algoritmos avançados para monitoramento em tempo real;

•Inteligência de dados e computadores de alto desempenho;

•Ampliação de operações remotas para minimizar riscos ambientais;

•Uso eficiente de dados sísmicos e geológicos para um planejamento mais seguro.

Além disso, a empresa já realizou um simulado de Avaliação Pré-Operacional (APO) com mais de 1.000 profissionais, quatro aeronaves, cinco ambulâncias, 70 veículos terrestres e 60 embarcações, demonstrando sua capacidade de resposta a possíveis incidentes.

Sonda que está perfurando na Bacia Potiguar e iria para a Margem Equatorial. Foto: Divulgação

Investimentos e Desenvolvimento Regional

O Plano Estratégico 2024-2028+ da Petrobras prevê US$ 3,1 bilhões em investimentos na Margem Equatorial, incluindo a perfuração de 16 poços. Esse aporte trará desenvolvimento econômico para a região, geração de empregos e fortalecimento da indústria nacional de petróleo e gás.

A Decisão do Ibama e a Segurança Energética

A recomendação dos técnicos do Ibama desconsidera os esforços da Petrobras para garantir a segurança ambiental e energética do Brasil. O próprio presidente Lula já manifestou apoio à exploração na Margem Equatorial, destacando que é possível conciliar desenvolvimento e sustentabilidade.

A exploração na Margem Equatorial é essencial para garantir a segurança energética do país e viabilizar uma transição energética responsável. Negar essa licença significa frear o crescimento econômico, aumentar a dependência externa e desperdiçar uma oportunidade estratégica para o Brasil. O Ibama precisa rever sua posição e considerar os benefícios dessa iniciativa para o país

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