Extremista de direita líder nas pesquisas é vetado em eleição à presidência na Romênia

Calin Georgescu. Foto: REUTERS/Andreea Campeanu

Em meio a tensões políticas e acusações de interferência russa, a autoridade eleitoral central da Romênia barrou neste domingo (9) a candidatura do ultradireitista Calin Georgescu à eleição presidencial prevista para maio. A decisão foi recebida com protestos nas ruas e críticas de aliados internacionais.

Segundo o jornal Financial Times, Georgescu liderava as pesquisas, chegando a “mais de 40% das intenções de voto” em algumas delas. Apesar disso, sua candidatura foi considerada antidemocrática por líderes de partidos de ultradireita, que prometem recorrer ao Tribunal Constitucional contra a medida.

Na frente do escritório eleitoral, dezenas de apoiadores de Georgescu se reuniram, gritando “liberdade” e tentando forçar a passagem através do cordão de segurança. A manifestação ocorreu após o candidato, alvo de suspeitas desde dezembro, ter oficializado sua intenção de concorrer, na última sexta-feira (7).

 

O candidato presidencial de extrema-direita Calin Georgescu. Foto: Daniel MIHAILESCU / AFP

A eleição anterior havia sido anulada pela Suprema Corte romena dois dias antes do segundo turno, sob a justificativa de indícios de apoio ilegal de Moscou a Georgescu —algo que o Kremlin nega categoricamente. Após o cancelamento, membros da Casa Branca criticaram a decisão, afirmando que se tratava de um exemplo de supressão de vozes opositoras.

O bilionário Elon Musk, conselheiro do ex-presidente americano Donald Trump, usou a rede social X para chamar a decisão da autoridade eleitoral de “loucura”. Enquanto isso, Georgescu permanece sob investigação criminal por seis acusações, incluindo filiação a uma organização fascista e disseminação de informações falsas sobre o financiamento de campanha, acusações que ele nega.

Na Romênia, o presidente exerce uma função semiexecutiva, comandando as Forças Armadas e representando o país em cúpulas internacionais, além de ter poder para nomear juízes e chefes dos serviços de inteligência. O poder de governo, porém, está nas mãos do primeiro-ministro Marcel Ciolacu, do Partido Social-Democrata, que assumiu o cargo em 2023.

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