Oposição não consegue usar rejeição de Lula para ganhar votos, diz diretor da Quaest

O presidente Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto, em dezembro passado. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, apontou que a oposição ao governo Lula não conseguiu capitalizar a insatisfação popular com a gestão e transformá-la em intenção de voto. A empresa de consultoria divulgou pesquisas sobre a rejeição ao mandatário e a intenção de votos para 2026 entre quarta (2) e quinta (3).

O levantamento de ontem mostrou que a desaprovação a Lula chegou ao pior índice desde o início do mandato (56%). Mesmo assim, ele venceria todos os possíveis rivais na próxima disputa presidencial, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Nas simulações de 2º turno contra qualquer candidato, há entre 14% e 18% que desaprovam o governo, mas comparando com outro candidato, ainda preferem Lula. E há entre 17% e 32%, dependendo da simulação, que preferem não votar em ninguém. Ou seja, nem toda desaprovação ao governo se transforma em voto em algum adversário, acaba virando alienação eleitoral”, afirma Nunes.

Bolsonaro é quem consegue chegar mais perto de Lula, empatando tecnicamente dentro da margem de erro, mas o ex-presidente está inelegível até 2030. O diretor da Quaest aponta que alguns substitutos conseguiram reduzir a distância para o petista, mas não foi o suficiente.

Felipe Nunes, diretor do Quaest. Foto: Reprodução

Lula tem uma taxa que varia entre 43% e 45%, mas rivais, mesmo com crescimento, não conseguem alcançá-lo. Tarcísio foi de 34% para 37%; Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, foi de 28% para 31%; Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás, foi de 26% para 30%; e o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se manteve em 34%.

“As mudanças no cenário ao longo dos meses ainda são marginais”, prossegue Nunes. Ele aponta que qualquer candidato contra Lula parte de um piso de 30%, percentual de eleitores que se declaram antipetistas.

“Mesmo os candidatos desconhecidos por 60% têm pelo menos 30% em um eventual 2º turno contra Lula”, aponta o diretor da Quaest.

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