EUA não taxaram Rússia, Cuba e Coreia do Norte; saiba o motivo

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro bilateral no G20, em Osaka, no Japão, em 2019. Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a aplicação de tarifas sobre diversos países aliados e rivais no chamado “Dia da Libertação”, nesta quarta (2). A tabela apresentada pelo republicano tem 25 nações listadas, mas exclui Rússia, Belarus, Cuba e Coreia do Norte.

O país governado pelo presidente Vladimir Putin foi deixado de fora por não possui um “comércio significativo” com os Estados Unidos, segundo Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca. As negociações entre os países movimentaram US$ 3,5 bilhões (R$ 19,6 bilhões) no ano passado.

O valor vem despencando desde 2021, um ano antes da invasão à Ucrânia, quando era de US$ 36 bilhões (R$ 202 bilhões). As sanções impostas pelos Estados Unidos à Rússia desde o início do conflito prejudicaram as relações comerciais entre eles.

Belarus, Cuba e Coreia do Norte ficaram fora da lista, segundo Leavitt, porque as atuais tarifas e sanções aplicadas aos países já são altas o suficiente. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o comércio com o primeiro país foi “efetivamente interrompido” no passado.

Donald Trump durante anúncio de novas tarifas em produtos importados pelos Estados Unidos. Foto: Reprodução

Durante o evento de ontem na Casa Branca, Trump também não citou Canadá e México. Os dois países não estão sujeitos às novas tarifas porque o presidente já impôs taxas de até 25% anteriormente.

O Brasil também foi alvo do “tarifaço” e os produtos do país serão taxados em 10%, o patamar mínimo estabelecido pelo governo do republicano.

Em seu discurso, o presidente afirmou que os países têm aplicado tarifas altíssimas aos Estados Unidos, tentando impor “barreiras não monetárias para dizimar a indústria” local. A Casa Branca diz que as novas tarifas não correspondem à metade da porcentagem adotada por outros países.

O Japão foi citado por Trump como um exemplo de relação desproporcional. O país coloca uma média de 46% de impostos sobre bens americanos. Por isso, o republicano decidiu impor a taxa de 24% sobre seus produtos.

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