Milei fracassa ao tentar encontrar Trump em viagem-relâmpago aos EUA

O presidente da Argentina, Javier Milei. Foto: Divulgação

Apesar da expectativa criada pelo próprio governo argentino, o presidente Javier Milei não conseguiu se reunir com Donald Trump durante viagem-relâmpago aos Estados Unidos nesta quinta-feira (3).

O ex-presidente americano chegou a Mar-a-Lago na noite de ontem, mas não participou do evento em que ele foi premiado, seguindo diretamente para sua residência. Segundo fontes oficiais, o encontro foi cancelado por “questão de agenda”.

A viagem de Milei a Palm Beach foi motivada pela entrega do prêmio “Leão da Liberdade”, promovido pela fundação We Fund The Blue, que se apresenta como defensora da liberdade e da segurança pública.

Trump também seria homenageado, o que gerou a expectativa de uma reunião bilateral informal entre os dois líderes — algo inclusive ventilado pelo chanceler argentino Gerardo Werthein, que chegou a dizer: “Prevemos um encontro com Donald Trump em sua casa”.

Entretanto, Milei deixou os EUA sem sequer conseguir uma foto com o ex-presidente republicano. “Quando nos avisaram que Trump chegaria tarde, que não participaria do evento e que iria para casa, nós fomos embora”, relatou uma autoridade do governo argentino ao jornal ‘La Nación’.

A comitiva presidencial incluía, além de Milei, a secretária-geral da Presidência, Karina Milei, e o ministro da Economia, Luis Caputo. Em Palm Beach, eles se encontraram com o chanceler Werthein, responsável por organizar a viagem. Antes do evento, Werthein esteve em Washington, onde se reuniu com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick.

Javier Milei é premiado em Mar-a-Lago durante cerimônia marcada pela ausência de Trump. Foto: Reprodução

Durante o encontro, os representantes dos dois países discutiram os impactos das tarifas comerciais impostas recentemente pelos Estados Unidos, além de negociações para um possível acordo bilateral com tarifa zero em etapas para produtos norte-americanos exportados à Argentina.

Enquanto a tentativa de aproximação com Trump fracassava, o cenário econômico em Buenos Aires reagia à tensão no mercado internacional. A imposição de novas tarifas pelos EUA no dia 2 de abril provocou resposta imediata da China, que anunciou aumento para 34% nas tarifas de produtos norte-americanos.

A reação em cadeia impactou mercados ao redor do mundo e fez o índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, desabar 11% no início do pregão. Ao longo do dia, a queda foi parcialmente reduzida, mas ainda fechou com recuo expressivo de 7,8%.

Apesar da repercussão negativa, o governo argentino tentou minimizar a ausência de Trump e o insucesso do encontro. “Sempre se disse que era provável uma reunião informal. Foi uma questão de agenda. São coisas que acontecem”, disse uma fonte oficial ao La Nación.

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