Picanha do mito: frigorífico bolsonarista é processado por usar foto de Leonardo

Frigorífico Goiás, famoso pela “Picanha do Mito”, usava a imagem de Leonardo para promoção. Foto: reprodução

O cantor bolsonarista Leonardo entrou com uma ação judicial contra o Frigorífico Goiás, exigindo R$ 600 mil de indenização por uso não autorizado de sua imagem. A empresa, conhecida pela campanha da “Picanha do Mito” em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022, teria utilizado fotos do artista para promover seus produtos sem permissão.

A ação foi protocolada no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) pela Talismã, empresa do cantor que detém os direitos de uso de sua imagem. O caso remonta a 2020, quando Leonardo publicou em suas redes sociais uma foto segurando uma cesta de carnes enviada pelo frigorífico como presente.

Apesar do gesto espontâneo na época, a empresa continuou usando a imagem do artista para divulgar seus kits de churrasco, inclusive em seu site e redes sociais. “A empresa requerida tem se utilizado de forma ilegítima e desautorizada das imagens do cantor Leonardo para auferir lucro de forma indevida”, afirma a petição judicial.

Segundo documentos anexados ao processo, a defesa do cantor tentou resolver o caso extrajudicialmente. O advogado de Leonardo enviou notificações pedindo a remoção imediata do material: “Vocês devem retirar, imediatamente, toda e qualquer postagem ou material publicitário envolvendo o nome, imagem e/ou som de voz do artista”. No entanto, o frigorífico não respondeu às solicitações nem removeu o conteúdo.

Foto de Leonardo era usada em site do Frigorífico Goiás. Foto: reprodução

Outros processos contra o Frigorífico Goiás

No fim de 2024, o cantor sertanejo Gusttavo Lima, e quatro pessoas jurídicas, foram processados em uma “ação declaratória de nulidade de negócio jurídico” cumulada com indenização por danos materiais e tutela de urgência. A Comércio e Distribuição de Produtos Br LTDA, autora da ação, alega ter sido vítima de promessas não cumpridas após decidir adquirir franquias de um negócio ligado ao cantor.

De acordo com os documentos do processo, acessados pela coluna da Fábia Oliveira, do Metrópoles, a empresa buscava expandir seus negócios em janeiro de 2022 e, influenciada pelas propagandas com a participação do cantor bolsonarista, decidiu adquirir duas franquias de frigoríficos.

O artista bolsonarista teria prometido pessoalmente inaugurar cada loja. No site da Frigorífico Goiás, havia a imagem do cantor convidando os potenciais investidores a tornarem-se franqueados.

No entanto, em maio de 2022, Gusttavo Lima saiu abruptamente da sociedade, deixando a Comércio e Distribuição de Produtos em uma situação desfavorável. A empresa decidiu continuar com as obras em apenas uma franquia, acreditando que o cantor ainda compareceria à inauguração. Contudo, isso não ocorreu.

Na ação judicial, a empresa solicitou a declaração de nulidade do contrato de franquia, alegando ter sido enganada e levada a crer na participação efetiva de Gusttavo Lima no negócio, o que influenciou a decisão de compra das franquias. A indenização solicitada foi de R$ 100 mil, mas os danos materiais totais ultrapassam os R$ 2 milhões.

A decisão inicial, datada de 18 de dezembro de 2023, foi favorável à Comércio e Distribuição de Produtos, ordenando a citação das partes rés para apresentação de defesa em 15 dias. Até o momento, não houve manifestação das partes envolvidas.

Quando Gusttavo Lima deixou a associação da Frigorífico Goiás, em 2022, conhecida pela “Picanha Mito”, a empresa havia sido condenada a pagar R$ 26,3 mil a uma ex-funcionária por violar os direitos trabalhistas.

Gusttavo Lima em peça publicitária da Frigorífico Goiás. Foto: reprodução

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