Grupo Prerrogativas quer estender benefício dado à golpista para todas as presas

A golpista bolsonarista Débora Rodrigues dos Santos, beneficiada pela decisão de prisão domiciliar concedida pelo STF. Reprodução

O grupo Prerrogativas manifestou apoio, nesta sexta-feira (28), à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que concedeu prisão domiciliar à cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos. Ela ficou conhecida por pichar a estátua da Justiça durante os ataques ocorridos em 8 de janeiro de 2023.

O grupo argumenta que a mesma decisão tomada em relação a Débora deveria ser aplicada a outras mulheres que atualmente cumprem pena em regime fechado e também teriam direito à prisão domiciliar.

“O uso de batom não pode ser um privilégio. Milhares de mulheres no sistema prisional estão na mesma situação. Por coerência, o Judiciário deveria conceder o benefício a todas que estejam nas mesmas condições, com filho pequeno, com bom período de cumprimento de pena”, afirmou Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo.

Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas. Foto: Divulgação

“Isso deveria valer para Chica e para Francisca. Mulheres pobres, pretas, periféricas, não têm no sistema prisional o mesmo benefício. A gente tem de aplaudir e vamos aplaudir ainda mais se for estendido para todas as mulheres”, acrescentou.

Carvalho também criticou a postura da direita neste caso, classificando-a como um “garantismo de ocasião”, ao afirmar que Débora foi condenada a 14 anos apenas por conta da pichação. “Ela foi denunciada por cinco crimes. A questão do batom foi um”.

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